Pontinho
Pontinho Alegre, vivo, inesperado — foi assim que você chegou: um pontinho brilhante, do mais cheio de cor. Quis desvendar, tintim por tintim, de onde vinha esse brilho que dançava causando frisson. E eu, que já medi o mundo em mil voltas e distâncias, recordei por um instante que ainda sabia pertencer. No meio da folia, não havia como prender nem razão pra fugir. Era perceber que é isso o movimento — o que nos move por dentro. E sentir o corpo leve, como se a vida, antes inquieta, voltasse a caber no peito. Se um dia a gente se perder de vista, que não seja por medo. Que seja porque a terra pede movimento e nós também. Mas hoje esqueçamos essa de tomar cuidado com o fim. Quero só esse aconchego, esse seu jeito de ser sem pedir licença. um pontinho, do mais cheio de cor. E o mais bonito — é como me encantou.